Governo abre 30 vagas para carreira diplomática


24 de Abril de 2017, ás 10:44 escrito por UECPLP



O Governo Português está a abrir 30 vagas para adido de embaixada, a mais baixa categoria da carreira diplomática portuguesa. Ao contrário da iniciativa de 2015, os candidatos não terão agora de realizar a prova de cultura geral.

"Torna-se público que, por despacho do Ministro dos Negócios Estrangeiros, de 5 de Abril de 2017, e nos termos dos n.ºs 1 e 2 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 40-A/98, de 27 de Fevereiro, se encontra aberto, pelo prazo de 15 (quinze) dias úteis contados a partir do dia seguinte ao da publicação deste aviso, o concurso externo de ingresso na categoria de adido de embaixada da carreira diplomática portuguesa", indica o aviso datado de 17 de Abril, publicado em Diário da República um dia depois.

 

Em causa está o preenchimento de 30 lugares na categoria de adido, que se inserem no quadro de pessoal do Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Augusto Santos Silva. Em 2015, com Rui Machete, tinham sido abertas 25 vagas. Sob o comando de Paulo Portas, foram 20 os que entraram no concurso de 2013. Adido de embaixada é a mais baixa categoria da carreira diplomática, a que se seguem secretário de embaixada, conselheiro de embaixada, ministro plenipotenciário e embaixador. 

 

Só se podem candidatar ao concurso, através do preenchimento do formulário online, os portugueses que sejam licenciados e, além disso, não estejam inibidos "do exercício de funções públicas ou interdito para o exercício das funções a que se candidata". Têm, igualmente, de "possuir a robustez física e o perfil psíquico indispensáveis ao exercício das funções e ter cumprido as leis de vacinação obrigatória".

 

Há várias provas a cumprir neste concurso, sendo que, este ano, há uma alteração: os candidatos a carreira diplomática já não terão de fazer a prova de cultura geral nas provas de ingresso. Em contrapartida, é introduzida um exame de língua francesa, ainda que com menor peso na nota final e sem a nota mínima que é exigida nos restantes exames.

 

Na prova escrita de cultural geral, escrita de língua portuguesa, escrita de língua inglesa, escrita de conhecimentos (Relações Internacionais, História e História Diplomática Portuguesa; Direito Internacional e Direito da UE; Política Económica e Relações Económicas Internacionais) e na prova oral aos mesmos conhecimentos é necessário obter um mínimo de 14 valores. Há ainda uma entrevista profissional final.