Privatização de empresas públicas pode impulsionar mercado de acções


15 de Outubro de 2018, ás 09:57 escrito por UECPLP



O programa de privatização integral e parcial de 74 empresas públicas, a ser aprovado pelo Executivo angolano, por via da Bolsa de Dívida de Valores de Angola (BODIVA), poderá impulsionar o surgimento de mercado de acções corporativas, considerou, em Luanda, o presidente da Comissão de Mercados de Capitais (CMC), Mário Gavião.

O responsável, que falava à imprensa, à margem  da 41ª  Reunião   Bianual do Comité de Seguros, Valores Mobiliários e Instituições Financeiras Não-Bancárias da África-Austral (CISNA), advogou a necessidade da aprovação efectiva deste programa, para que as empresas que  reúnam  requisitos de admissão no  mercado de  bolsa  possam concretizar os seus objectivos.

De  acordo com  Mário Gavião, é importante que  Angola  tenha  um mercado de  títulos  e secundário que funcione em pleno, porque a partir  deste se estabelecerá  a  curva  de referência, para o surgimento  de outros  mercados de acções e dívida corporativa.

Apontou a auditoria das contas, bem como a estrutura  de  governance virada  para  a transparência e que  sigam  as melhores  práticas, como os principais requisitos necessários para admissão das empresas na Bolsa.

A Comissão de  Mercados de Capitais (CMC), no quadro das privatizações de empresas e  outros  desafios, fez sair  regulamentos  dos emitentes  de valores mobiliários, das ofertas públicas, enquanto que a BODIVA publicou um conjunto de normas  que  estabelecem  os requisitos  para a negociação  no  mercado.

“As  condições estão criadas para as empresas,  tão logo preencham os  requisitos de  admissão  na Bolsa, podem  ter o espaço para irem  ao mercado   e  abrirem o seu  capital”, referiu.

De Janeiro a Setembro deste ano, foram transaccionados na BODIVA 598 mil milhões, 820 milhões, 674 mil e 344 kwanzas, registando um aumento na ordem de 63,18% em comparação com o período homólogo de 2017.


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