BAD investe mais de 1.4 bilião em projectos estruturantes


20 de Setembro de 2018, ás 09:59 escrito por UECPLP



O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) pretende apoiar Moçambique com mais de 1.4 bilião de USD em projectos estruturantes e na mobilização de investimentos para uma economia diversificada e inclusiva.

O financiamento inclui áreas como desenvolvimento de portos secos e de águas profundas, parques de energia fotovoltaica, parques de zonas francas industriais, processamento de castanha, unidades industriais (siderúrgicas e químicas), turismo cinegético, logística integrada e ensino superior.

A informação foi tornada pública ontem, em Maputo, pelo Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, durante o lançamento, no país, do “Africa Investment Forum”, cuja primeira edição terá lugar na África do Sul, de 7 a 9 de Novembro do ano em curso.

Vuma disse que o lançamento acontece num contexto caracterizado pela queda do crédito ao sector privado em Moçambique.

“Aqui temos a registar que em média anual o crédito à economia reduziu oito por cento, de 2016 a 2018, tornando as fontes de financiamento para o sector privado mais escassas”, afirmou.
Deste modo, a CTA espera que o “Africa Investment Forum” seja uma oportunidade para alargar as fontes de financiamento do sector privado, bem como atrair mais investimento.

A fonte da AIM realçou que com a iniciativa o sector privado vai aumentar o volume de projectos financiados pelo BAD em Moçambique e expor projectos estruturantes a diversos sectores da praça financeira internacional.

“Até o lançamento da iniciativa, a CTA, através do Gabinete de Apoio Empresarial, vem trabalhando na identificação e captação de projectos estruturantes promovidos por empresas privadas em Moçambique, bem como apoiá-las para que sejam financiáveis”, vincou.

Garantiu que, actualmente, foram submetidos ao BAD 25 projectos para escrutinação, assistência técnica e selecção para financiamento, sendo as infra-estruturas e agronegócios as áreas prioritárias, devido ao seu papel na estruturação da economia.

Por seu turno, o representante do BAD em Moçambique, Pietro Toigo, disse que a iniciativa surge num momento em que, nos últimos três anos, a economia nacional, especificamente o sector privado, tem atravessado uma fase difícil.

“Por isso disponibilizaremos mais investimento ao sector privado, orientado para projectos com forte impacto social e económico. Isso será essencial para atingirmos os objectivos sustentáveis do desenvolvimento, tendo em conta as cinco prioridades do BAD, assim com os objectivos do Plano Quinquenal do Governo”, disse.

A fonte reconheceu que os recursos domésticos dos países africanos e dos parceiros de cooperação não são suficientes para acelerar o desenvolvimento do continente e assegurar oportunidades económicas para uma população jovem em crescimento.

 

Notícias: jornalnoticias.co.mz

 


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