Crescimento do PIB acelerou no segundo trimestre


14 de Agosto de 2018, ás 14:40 escrito por UECPLP



Houve uma variação de 2,3% em termos homólogos e de 0,5% em cadeia, segundo o INE

A economia portuguesa teve um crescimento de 0,5% em cadeia e de 2,3% em termos homólogos, o que revela uma ligeira aceleração face aos dados dos primeiros três meses do ano (em que houve um crescimento do PIB de 0,4% e 2,1%, respectivamente), de acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na sua estimativa rápida, o INE afirma que, na comparação com o segundo trimestre do ano passado, houve um contributo mais positivo da procura interna "em resultado da aceleração do consumo privado". Já o investimento teve "um crescimento menos acentuado, determinado em larga medida pela diminuição da Formação Bruta de Capital Fixo" em material de transporte, que tinha tido um bom comportamento entre Abril e Junho de 2017.

Em termos semestrais, houve uma descida de 1,7% nas exportações de bens para os mercados fora da União Europeia, que acabaram por ser compensadas pelos clientes europeus (com destaque para o T-Roc, o novo veículo que a alemã Volkswagen produz na fábrica de Palmela)

Na análise ao comportamento da economia em cadeia, o INE refere que o contributo da procura externa líquida "foi ligeiramente menos negativo", reflectindo "a aceleração das exportações de bens e serviços" superior às importações. Já o contributo da procura interna, positivo, "manteve-se inalterado" no segundo trimestre.

O comportamento consumo privado tem sido suportado por factores como uma melhoria do mercado de trabalho, e alguma recuperação de rendimentos. De acordo com dados divulgados na semana passada pelo INE, a taxa de desemprego em Portugal caiu no segundo trimestre deste ano para 6,7%, registando-se nesse período menos 110 mil desempregados do que em igual período do ano anterior.

O Governo já reagiu aos dados do INE divulgados esta terça-feira, com o Ministério da Economia a destacar que este foi o oitavo crescimento trimestral homólogo consecutivo acima de 2%. "É preciso recuar aos anos de 1999 e 2000 para encontrar uma situação igual", diz o ministério liderado por Manuel Caldeira Cabral.

 

O Ministério das Finanças opta por outras contas, sublinhando que este "é o décimo sétimo trimestre consecutivo de crescimento inclusivo", e que  acontece "num contexto de equilíbrio das contas externas e de gestão orçamental responsável". A estimativa do INE, destaca o ministério de Mário Centeno, mostra que se prossegue "a tendência de convergência com a União Europeia", e "está alinhada com as expectativas traçadas pelo Governo" para este ano.

O executivo estima que a economia cresça 2,3% este ano, de acordo com o Programa de Estabilidade apresentado em Abril.O ritmo de crescimento da economia nacional foi superior ao da zona euro, que subiu 0,4% em cadeia e 2,2% em termos homólogos, tal como a totalidade da União Europeia. O destaque vai para a Alemanha, a maior economia do bloco, que cresceu 0,4%, quando a expectativa era de 0,3%. Ainda não há dados individualizados para todos os países (como a Grécia e a Irlanda), mas o maior parceiro comercial de Portugal, a Espanha, teve um crescimento de 0,6%, superior ao de grandes economias como a Itália e a França, que cresceram abaixo da média (0,2%, em ambos os casos).

De acordo com a Reuters, o crescimento da Alemanha, acima do que era esperado, tem por base o impulso do consumo e do investimento público, quando o modelo germânico é normalmente guiado pelas exportações.

Segundo a Reuters, os dados agora conhecidos da Alemanha, e da Europa, mostram que ainda não há efeitos visíveis das tensões comerciais — que envolvem os EUA —, e que o seu impacto poderá ser mais evidente dentro de alguns meses. Esta terça-feira, o Eurostat, o gabinete de estatística europeu, deu também a conhecer os dados da produção industrial referentes a Junho, com uma quebra em cadeia de 0,7% na zona euro (+2,5% em termos homólogos).

 

Notícia: publico.pt

 


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