Porque razão Timor-Leste optou pelas línguas oficiais tétum e português


30 de Julho de 2018, ás 14:28 escrito por UECPLP



A Constituição da República Democrática de Timor-Leste (CRDTL), no seu Artigo 13.° (Línguas oficiais e línguas nacionais), é referido que «O tétum e o português são as línguas oficiais da República Democrática de Timor-Leste» (ponto 1) e que «o tétum e as outras línguas nacionais são valorizadas e desenvolvidas pelo Estado» (ponto 2)

Em 1974, quando Timor-Leste procurava transitar para a independência, não precisou de procurar uma identidade nacional porque estava unificado pelo uso de duas línguas complementares, o tétum praça (essencialmente falado), como língua franca urbana, e uma língua essencialmente escrita, o português, utilizado como língua de ensino, desde a abertura das primeiras escolas primárias pelos dominicanos, no século XVII (Fonseca, 2015). De notar que o português começou a ser utilizado como língua da administração desde o início do século XVIII.

A Constituição da República Democrática de Timor-Leste (CRDTL), no seu Artigo 13.° (Línguas oficiais e línguas nacionais), é referido que «O tétum e o português são as línguas oficiais da República Democrática de Timor-Leste» (ponto 1) e que «o tétum e as outras línguas nacionais são valorizadas e desenvolvidas pelo Estado» (ponto 2).

Em conformidade com a CRDTL, a Lei de Bases da Educação (LBE), aprovada pela Lei n.º 14/2008, de 28 de Outubro, vem definir no seu artigo 8.º que as línguas de ensino do sistema educativo timorense são o tétum e o português. Assim, a resolução do Parlamento Nacional n.º 24/2010, de 26 de Outubro, ressalta que a língua tétum e a língua portuguesa constituem ambas património nacional, e que a língua portuguesa constitui um fator crucial para o desenvolvimento da língua tétum.

O que dizem os especialistas, os políticos timorenses e o Parlamento Nacional

A explicação para a opção de duas línguas oficiais, tétum e português, segundo a opinião de especialistas, políticos e governantes de Timor-Leste, e com base nas resoluções do Parlamento Nacional, assenta no facto de haver factores de ordem identitária, histórica, política, afectiva, científica e pedagógica, entre outros, que ajudam a fundamentar a necessidade da coexistência das duas línguas oficiais de Timor-Leste e de se optar pelo português como língua única de ensino, sem prejuízo de ser utilizado, em casos que facilitem as metodologias didácticas, o tétum e as línguas nacionais.

 

Notícia: jornaltornado.pt


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