Moçambique entre os países com menos riscos para negócios


26 de Junho de 2018, ás 18:38 escrito por UECPLP



Moçambique está entre as dez economias africanas que oferecem maior segurança para os investidores, segundo o relatório de 2018 do “AfricaRisk-Reward Index” e “Oxford Economics”, ontem divulgado em Nairobi, Quénia.

A fonte justifica a situação do nosso país com as mudanças recentes nas políticas económicas, que levaram a uma melhoria na classificação “risco-recompensa”, cenário que se vive igualmente em muitas economias da África Austral.

“Moçambique regista a melhoria mais forte na pontuação sobre a recompensa depois do Egipto. O país adoptou uma posição pró-investimento e procurou reduzir o envolvimento do Estado na economia através da reestruturação ou privatização de empresas estatais”, refere o relatório.

O documento avança que estas reformas ajudaram a estabilizar uma situação fiscal que antes parecia decididamente instável e abriram novas oportunidades para os investidores estrangeiros em sectores como energia, construção de infraestrutura e transporte.

George Nicholls, representante sénior da “Control Risks” na África Austral, destaca também mudanças pela positiva no Zimbabwe e na África do Sul.

“A África do Sul, Zimbabwe e Moçambique introduziram mudanças notáveis ​​desde a última edição do ‘Africa Risk-Reward Index’, publicada em Setembro de 2017. Na África do Sul, por exemplo, a confiança dos investidores melhorou após a nomeação de Cyril Ramaphosa como Presidente da República”, disse.

Segundo Nicholls, o novo Chefe do Estado sul-africano iniciou a implementação de políticas destinadas a consolidar os gastos fiscais e a combater a corrupção nas instituições públicas nas empresas estatais.

“Estas medidas aumentam as oportunidades para fazer negócios. Mas as redes de clientelismo profundamente enraizadas e a pressão antes das eleições gerais de 2019 levam-nos a crer que o caminho para a recuperação do país será um longo”, disse.

Relativamente ao Zimbabwe, a fonte destaca o facto de o novo Presidente da República, Emmerson Mnangagwa, ter anunciado uma série de reformas fiscais em benefício dos negócios.

“Embora o Zimbabwe ainda enfrente uma grave crise de liquidez que não será rapidamente resolvida, houve um notável aumento no interesse dos investidores e uma melhoria nas previsões de crescimento. No entanto, persiste um grau de incerteza política no âmbito das próximas eleições gerais e interesses conflituantes dentro do gabinete de Mnangagwa”, disse George Nicholls.

 
 
Notícia: jornalnoticias


Procurar