País aumenta importância no mercado energético mundial


20 de Março de 2018, ás 19:10 escrito por UECPLP



O Ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, considera que a recente aprovação do Plano de Desenvolvimento de Gás Natural, torna Moçambique num importante jogador no mercado energético do mundo.

O MINISTRO da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, considera que a recente aprovação do Plano de Desenvolvimento de Gás Natural, na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, pela empresa multinacional norte-americana Anadarko, torna Moçambique num importante jogador no mercado energético do mundo.

 Ragendra de Sousa, que falava recentemente em Maputo, considerou que este facto redobra a responsabilidade do país na gestão eficiente e transparente deste recurso público.

“Contudo, não nos esqueçamos da necessidade imperiosa de diversificar a nossa economia”, disse.

Falando numa conferência que juntou o Governo e representantes do sector privado, Ragendra de Sousa realçou, igualmente, o facto de Moçambique estar a atravessar um momento importante da sua vida.

“Refiro-me à paz duradoura, que já está a produzir os efeitos almejados, pois ela é a condição necessária e suficiente para a actividade económica e o desenvolvimento que o país tanto precisa”, afirmou.

O governante apelou aos sectores público e privado a absterem-se da burocracia e da corrupção por serem males que conduzem o país à miséria e  desgraça.

“Ouvimos do sector privado preocupações relacionadas com o acesso à terra e foi bem dito que a nossa lei é moderna. O Governo está disposto a ouvir todas essas preocupações, contudo, gostaria que se tivesse em consideração realidades completamente diferentes”, disse.

É que, segundo ele, a agricultura, diferente dos demais sectores, tem o problema de ser associada ao elevado risco, e está provado em diversos pontos do planeta que há uma relação inversa entre a produtividade e o tamanho da terra.

“Fala-se de mercado e com ele concordamos, mas os gestores da banca podem nos dizer com franqueza se estariam dispostos a financiar um projecto de 1000 hectares em Tambulatsitsi, entregando como garantia o título ou o Direito do Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT). É um debate para o qual estamos abertos e que gostaríamos que ambas partes, tanto a técnica, como a honestidade intelectual, estivessem presentes”, afirmou.

Ragendra de Sousa afirmou que o Governo tem bem presente o postulado de que o desenvolvimento é a liberdade, sendo, neste sentido, que o relatório ‘ Doing Business’ do Banco Mundial continua a ser um indicador importante e para o qual o Executivo tomará toda a atenção porque pretende que o país esteja, brevemente, entre os melhores no que respeita à criação de um ambiente que favorece os negócios.

 

 

Fonte: Jornal Noticias